Mobiliário de Museu – MASC, Florianópolis
Lá cheguei, numa cidade onde tudo é praia, só se pensa em praia. E arte? Fica no CIC (Centro Integrado de Cultura de Florianópolis), espaço onde está o MASC (Museu de Arte de Santa Catarina), as salas do Cineclube Nossa Senhora do Desterro (cinema cult), o Teatro Ademir Rosa e muitas oficinas de criação.
O espaço do MASC é imenso e muito bom, mas levaram muito a sério as características de uma galeria modernista, ou seja, o "cubo branco" definido por Brian O'Doherty (no seu livro “No Interior do Cubo Branco: a ideologia do espaço da arte”). Não há nada mais além das paredes brancas. Não há sequer um extintor de incêndio a vista. E o que reproduzir, então? Conversei com toda a equipe do museu, os enchi de perguntas, até que uma senhora me contou: “Pois é, nós queremos muito que comprem uns bancos para as pessoas sentarem. Muitas senhoras de idade não agüentam visitar toda a mostra, porque não tem onde descansar. Mas o diretor não quer ‘poluir’ o espaço, então fica esse vazio que você vê.”
Depois de ouvir as lamúrias, não restaram mais dúvidas com relação a o que apresentar na mostra “Ausências”. Produzi seis bancos de museu, utilizando a cor branca (claro, não quis me indispor com o diretor do museu poluindo ainda mais o espaço expositivo), e dei o título “Mobiliário de Museu – Para contemplar”.
"Mobiliário de Museu - Para contemplar", interagindo com as pinturas da artista carioca Lucia Laguna.
"Mobiliário de Museu - Para Contemplar", interagindo com as pinturas do artista paraense Gabriel.
"Mobiliário de Museu - Para Contemplar", interagindo com o vídeo do artista cearense Ticiano Monteiro.


"Mobiliário de Museu - Sérgio", 2006, tule e arame, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
"Mobiliário de Museu - Banco das Rosas", 2006, tule, Casa das Rosas, São Paulo.
"Mobiliário de Museu - Banco Maurício Azeredo", 2006, tule e arame, Itaú Cultural, São Paulo.
"Mobiliário de Museu - Lixeira", 2006, tule e arame, Itaú Cultural, São Paulo.
"Mobiliário de Museu - Pufe 1/3", 2006, tule e arame, Itaú Cultural, São Paulo.
Para realizar esta exposição reproduzi alguns dos principais acontecimentos deste prédio, utilizando o tule para a produção dos objetos, somente nas cores preta e branca para remeter ao passado.




