segunda-feira, novembro 05, 2007

Ela me faz chorar

A primeira vez que chorei num filme foi assistindo Dançando no Escuro do Lars Von Trier. E não foi por sua história triste e violenta, mas sim pela atuação da inigualável artista islandesa Björk. Chorei copiosamente e me apaixonei por ela.

Como conseqüência disso, meu primeiro disco foi o Selma Songs, e logo vieram Homogenic, Vespertine, Post, Debut, Medúlla e por último Volta.

Björk encanta, emociona. Com seus ruídos estranhos, batidas sonoras diversas, colagens, sobreposições e composições desconstruídas, é considerada por mim como a artista mais autêntica da atualidade, no ramo da música.

Pois ontem ela me fez chorar de novo, e dessa vez ao vivo. Assisti o show da turnê Volta no Teatro Gran Rex, em Buenos Aires. Pequenina e grandiosa, levantou milhares de pessoas das suas confortáveis cadeiras e transformou o teatro em uma grande e forte festa eletrônica.
Cantei gritando, eu queria que ela me ouvisse, eu queria que ela soubesse o quanto eu a admiro, eu queria que ela soubesse o quanto ela mudou minha percepção musical, o quanto meu ouvido é exigente agora e, principalmente, o quanto suas criações influenciam e sonorizam as minhas criações.

Ela tomou conta do palco com seu carisma, com sua voz suave e poderosa, se transformou numa gigantesca e estonteante criatura, contaminando e contagiando todos.

Inesquecível.

2 Comments:

Anonymous clara said...

...e eu aqui, morrendo de inveja!

6:17 PM  
Blogger Laura Cogo said...

Da próxima, nós vamos juntas! Promessa.

6:18 PM  

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